E então a culpa está me abandonando.
Parei e (re)pensei nos últimos meses e em
tudo que aconteceu. Em tudo que me aconteceu.
O que exatamente me levou aos caminhos que acabei
percorrendo e agora consigo, não justificar, mas pelo menos,
entender o que de fato aconteceu. Entender o que me levou a
fazer tais e tais coisas e outras não.
E agora a culpa foi embora. Não que eu mesma tenha me
justificado - coisa que seria incapaz de fazer no momento -, mas
estou mais perto da minha própria redenção que será concedida
por mim mesma para mim.
Eu preciso me perdoar, para que então eu posso perdoar e ser perdoada.
Eu levei tantos "tapas", levei tanto "rodo"... à cada nova revelação,
à cada nova confissão sua meu martírio começava e se recomeçava.
à cada nova declaração sua, atiravas-me no chão empoeirado da vida.
Eu ficava chorando no chão por dias e depois, conseguia sentir seu amor
na forma mais pura que há nessa terra e então eu olhava levantava minha cabeça
e olhava ao culpado por eu estar ali, naquele chão vermelho e seco e imediatamente
sentia raiva mas ao ver tua face e dela o amor que emanava misturados ao arrependimento
por ser a causa do meu sofrimento, ah, aí então eu me agarrava às minhas forças
e então levantava e ficava ao teu lado e dava "Graças" por tê-lo ao meu lado.
Entretanto, enquanto eu me equilibrava em meus próprios pés, você me revelava
mais uma verdade oculta tua e então sem me dar conta o chão se abria e lá estava eu,
mais uma vez de com cara na terra vermelha e seca.
Eu chorei por horas, dias e meses e hoje olho pra trás e vejo anos de choro
de preocupação, de nuvens carregadas prestes a transformarem-se em tempestades
embaixo da minha cabeça durante todos esse tempo.
E onde foi que eu vi aquela luz?
Onde foi que eu vi algo pelo que lutar apesar de tudo me dizer pra não continuar?
Responderei depois, em breve talvez, mas antes: pra mim mesma primeiro.
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