segunda-feira, 8 de julho de 2013

2.2

Um completar a mais de ano. Novamente. Mais uma vez.  E inúmeros, incontáveis e lastimáveis erros. Poucos acertos. Esse é o balanço ao qual me vejo fechar. Não existem saídas melhores ou piores. Não existem caminhos fáceis. Não existem "facilidades". A dor é palpável, como a roupa que cobre minhas vergonhas, que me esconde, que me protege, que me revela. Nos últimos tempos me perdi de mim mesma, perdi meus caminhos marcados, perdi-me e perdi-me mais dentro do próprio perder. E a única certeza que ficou após todas as tribulações, todas as tempestades, as noites em claro, as lágrimas e principalmente o pensamento conturbado e perturbado é a de que eu sou e devo permanecer como o Saara. Seca, seca, seca... A vida também é curta o bastante para se desperdiçar seu precioso tempo trabalhando no que jamis amou e nunca ousará amar, ao lado de quem não vale a pena ou apenas não sabe dar-lhe valor pelo que és e não pelo que foi ou um dia talvez será. E depois de tudo isso, definitivamente não faça isso, não faça isso: agredir quem amamos - ou julgamos amar -, só porque nos achamos no direito de fazer isso... mas acho que isso vale pra mim, que sou como o Saara: seca, seca, seca... Eu errei - e continuo errando, isso é o pior - tanto com as pessoas que amei e que amo e o pior que descobri foi o sentimento de impotência em relação ao tempo, que não voltará e em relação ao outro, o outro que tem vontades próprias e sentimentos próprios e impenetráveis e opiniões incontestáveis que cada vez lhe afastam mais e afastam mais até desaparecer. Morrer é fácil. Viver é difícil. Superar é difícil. Acabar com a esperança e com os sonhos alheios é fácil pra mim - tenho doutorado nisso - o difícil é amar verdadeiramente. Amar e deixar livre, amar e não acorrentar-se, não acorrentá-lo. E quantos dias perdidos, quantas lágrimas, quantas desilusões, quantas decepções, quantas feridas e quantos tapas na minha cara depois de milhares meus? Oh, vão guerra travada entre nós, iniciada e alimentada por mim e evitada por você. Por que fazeis parte dos meus pensamentos? Por que tornou-se uma obsessão constante e impregnante? Por que meu contentamento é temporal e a tristeza é atemporal? Por que e por que? Quando terei as respostas? Nos momentos mais especiais e mais necessários em minha vida, você nunce esteve? Talvez porque estava em outros momentos que julgou serem importantes ou porque só agora de fato, posso discernir os mais importantes e neles estavas ausente... o que passou passou, mas o que passa agora o que acontece agora...? Um dia eu sei que há de passar e lá na frente eu falarei novamente isso: nos momentos mais importantes você não estava.... e como repara isso? Como ganhar o tempo perdido? Primeiro: quer-se ganhar esse tempo perdido? Eu quero. Quer dizer, uma parte de mim quer, deseja isso, mas como vencer a armadura cinza e impenetrável que estais a vestir? Nem ao cochilar ousa tirá-la, para pelo menos diminuir as dores que o peso de carregá-la estão lhe causando, pois alegas que se não suportar tal cousa agora, mais tarde será facilmente destroçado por um peso menor do que esse.... por outro lado, minha campanha iniciou-se e, agarro-me à ela pois não vejo outra saída melhor do que não esta.

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