Me sinto como um velha. Exatamente como a que está à minha frente: contemplando com olhos tristes e cansados a alegria da juventude e pensando no quão rápido o tempo passa. Pensa em si mesma, faz um balanço dos ganhos e principalmente das suas perdas e aos suspiros entrecordados sussura suas lamentações.
quarta-feira, 24 de julho de 2013
A tecnologia nossa de cada dia
A tecnologia, inédita que todos os dias nos envolve, tem como objetivo nos "aproximar" entretanto, percebo que acontece exatamente o contrario: a máquina nos deixa "enferrujados" para lidar com seres humanos, lidar com nossas emoções e muito menos com as dos outros. Estamos cada vez mais nos afastando uns dos outros e pior do que isso, estamos nos afastando de nós mesmos e nos perdendo...
segunda-feira, 15 de julho de 2013
sábado, 13 de julho de 2013
Madrugada
O sono não me faz companhia
A cama continua vazia
Isso, eu estou sozinha
Como eu queria sua mão na minha
Meus pensamentos me atormentam
Não consigo me conectar com o silencio e a tranquilidade infinitos de um bom sono
Me pego então, caindo em direção ao tormento
Com você, mas sem você
Análise²
E então a culpa está me abandonando.
Parei e (re)pensei nos últimos meses e em
tudo que aconteceu. Em tudo que me aconteceu.
O que exatamente me levou aos caminhos que acabei
percorrendo e agora consigo, não justificar, mas pelo menos,
entender o que de fato aconteceu. Entender o que me levou a
fazer tais e tais coisas e outras não.
E agora a culpa foi embora. Não que eu mesma tenha me
justificado - coisa que seria incapaz de fazer no momento -, mas
estou mais perto da minha própria redenção que será concedida
por mim mesma para mim.
Eu preciso me perdoar, para que então eu posso perdoar e ser perdoada.
Eu levei tantos "tapas", levei tanto "rodo"... à cada nova revelação,
à cada nova confissão sua meu martírio começava e se recomeçava.
à cada nova declaração sua, atiravas-me no chão empoeirado da vida.
Eu ficava chorando no chão por dias e depois, conseguia sentir seu amor
na forma mais pura que há nessa terra e então eu olhava levantava minha cabeça
e olhava ao culpado por eu estar ali, naquele chão vermelho e seco e imediatamente
sentia raiva mas ao ver tua face e dela o amor que emanava misturados ao arrependimento
por ser a causa do meu sofrimento, ah, aí então eu me agarrava às minhas forças
e então levantava e ficava ao teu lado e dava "Graças" por tê-lo ao meu lado.
Entretanto, enquanto eu me equilibrava em meus próprios pés, você me revelava
mais uma verdade oculta tua e então sem me dar conta o chão se abria e lá estava eu,
mais uma vez de com cara na terra vermelha e seca.
Eu chorei por horas, dias e meses e hoje olho pra trás e vejo anos de choro
de preocupação, de nuvens carregadas prestes a transformarem-se em tempestades
embaixo da minha cabeça durante todos esse tempo.
E onde foi que eu vi aquela luz?
Onde foi que eu vi algo pelo que lutar apesar de tudo me dizer pra não continuar?
Responderei depois, em breve talvez, mas antes: pra mim mesma primeiro.
Parei e (re)pensei nos últimos meses e em
tudo que aconteceu. Em tudo que me aconteceu.
O que exatamente me levou aos caminhos que acabei
percorrendo e agora consigo, não justificar, mas pelo menos,
entender o que de fato aconteceu. Entender o que me levou a
fazer tais e tais coisas e outras não.
E agora a culpa foi embora. Não que eu mesma tenha me
justificado - coisa que seria incapaz de fazer no momento -, mas
estou mais perto da minha própria redenção que será concedida
por mim mesma para mim.
Eu preciso me perdoar, para que então eu posso perdoar e ser perdoada.
Eu levei tantos "tapas", levei tanto "rodo"... à cada nova revelação,
à cada nova confissão sua meu martírio começava e se recomeçava.
à cada nova declaração sua, atiravas-me no chão empoeirado da vida.
Eu ficava chorando no chão por dias e depois, conseguia sentir seu amor
na forma mais pura que há nessa terra e então eu olhava levantava minha cabeça
e olhava ao culpado por eu estar ali, naquele chão vermelho e seco e imediatamente
sentia raiva mas ao ver tua face e dela o amor que emanava misturados ao arrependimento
por ser a causa do meu sofrimento, ah, aí então eu me agarrava às minhas forças
e então levantava e ficava ao teu lado e dava "Graças" por tê-lo ao meu lado.
Entretanto, enquanto eu me equilibrava em meus próprios pés, você me revelava
mais uma verdade oculta tua e então sem me dar conta o chão se abria e lá estava eu,
mais uma vez de com cara na terra vermelha e seca.
Eu chorei por horas, dias e meses e hoje olho pra trás e vejo anos de choro
de preocupação, de nuvens carregadas prestes a transformarem-se em tempestades
embaixo da minha cabeça durante todos esse tempo.
E onde foi que eu vi aquela luz?
Onde foi que eu vi algo pelo que lutar apesar de tudo me dizer pra não continuar?
Responderei depois, em breve talvez, mas antes: pra mim mesma primeiro.
quarta-feira, 10 de julho de 2013
Till we ain't strangers anymore
Till we ain't strangers anymore
It might be hard to be lovers
But it's harder to be friends
Baby pull down the covers
It's time you let me in
Maybe light a couple candles
I'll just go ahead and lock the door
If you'll just talk to me baby
Till we ain't strangers anymore
But it's harder to be friends
Baby pull down the covers
It's time you let me in
Maybe light a couple candles
I'll just go ahead and lock the door
If you'll just talk to me baby
Till we ain't strangers anymore
Lay your head on my pillow
I'll sit beside you on the bed
Don't you think it's time to say
Some things we haven't said
It ain't too late to get back to that place
Back to the way, we thought it was before
Why don't you look at me
Till we ain't strangers anymore
I'll sit beside you on the bed
Don't you think it's time to say
Some things we haven't said
It ain't too late to get back to that place
Back to the way, we thought it was before
Why don't you look at me
Till we ain't strangers anymore
Sometimes it's hard to love me
Sometimes it's hard to love you too
I know it's hard believing
That love can pull us through
It would be so easy to live your life
With one foot out the door
Just hold me baby
Till we ain't strangers anymore
Sometimes it's hard to love you too
I know it's hard believing
That love can pull us through
It would be so easy to live your life
With one foot out the door
Just hold me baby
Till we ain't strangers anymore
It's hard to find forgiveness
When we just turn out the lights
It's hard to say you're sorry
When we can't tell wrong from right
It would be so easy to spend your whole damn life
Just keeping score
So let's get down to it baby
There ain't no need to lie
When we just turn out the lights
It's hard to say you're sorry
When we can't tell wrong from right
It would be so easy to spend your whole damn life
Just keeping score
So let's get down to it baby
There ain't no need to lie
Tell me who you think you see
When you look into my eyes
Let's put our two hearts back together
And we'll leave the broken pieces on the floor
Make love with me baby
Till we ain't strangers anymore
We're not strangers anymore
When you look into my eyes
Let's put our two hearts back together
And we'll leave the broken pieces on the floor
Make love with me baby
Till we ain't strangers anymore
We're not strangers anymore
terça-feira, 9 de julho de 2013
Aflições
Amiga, deixa eu desabafar, desculpa, mas eu só vou falar só um pouquinho...
Estou me sentindo COMPLETAMENTE perdida. Tenho tantas opções e não consigo escolher qual caminho seguir, eu sei que vc me entende é por isso, que estou te mandando esse e-mail.
Amiga eu não sei pra onde eu vou!
- Não gosto do meu trabalho, não quero ficar lá, mas não me mexo pra sair de lá.
- Quero continuar estudando enfermagem??? Fazer mestrado??? Quero! ...... ? ( na realidade não sei)
- Quero fazer teatro, dança, artes! ....? Pra quê????
- Quero mudar de emprego, mas pra qual? Pra trabalhar de enfermeira em um hospital, de auxiliar de enfermagem????
(Não , não quero hospital, mas se aparecer eu não posso simplesmente desperdiçar essa oportunidade, mas também como vou trabalhar de outra coisa se nunca trabalhei de fato em outra coisa?)
Se eu escolher continuar na enfermagem, estudando pelo menos, eu tenho que me jogar na escola de enfermagem e tentar cursar as aulas e me empenhar em formular trabalhos e pesquisas e tentar o mestrado mesmo no final do ano, claro, posso não conseguir, mas se eu determinar isso, posso me esforçar pra conseguir, esse seria meu foco.
Se eu escolher teatro, dança e artes aí só poderei me dedicar à isso por enquanto, entende? pq meus horários não comportarão tudo, então terei que abrir mão de estudar enfermagem, entende?
E ainda tem o emprego.... certo, se eu entrar no mestrado, saio do trabalho, pq terei que estudar e só, aí talvez eu consiga uma bolsa, mas não é certo isso.
E ainda tem o emprego.... certo, se eu entrar no mestrado, saio do trabalho, pq terei que estudar e só, aí talvez eu consiga uma bolsa, mas não é certo isso.
Desculpa te encher com isso.
segunda-feira, 8 de julho de 2013
2.2
Um completar a mais de ano. Novamente. Mais uma vez. E inúmeros, incontáveis e lastimáveis erros. Poucos acertos. Esse é o balanço ao qual me vejo fechar. Não existem saídas melhores ou piores. Não existem caminhos fáceis. Não existem "facilidades". A dor é palpável, como a roupa que cobre minhas vergonhas, que me esconde, que me protege, que me revela. Nos últimos tempos me perdi de mim mesma, perdi meus caminhos marcados, perdi-me e perdi-me mais dentro do próprio perder. E a única certeza que ficou após todas as tribulações, todas as tempestades, as noites em claro, as lágrimas e principalmente o pensamento conturbado e perturbado é a de que eu sou e devo permanecer como o Saara. Seca, seca, seca... A vida também é curta o bastante para se desperdiçar seu precioso tempo trabalhando no que jamis amou e nunca ousará amar, ao lado de quem não vale a pena ou apenas não sabe dar-lhe valor pelo que és e não pelo que foi ou um dia talvez será. E depois de tudo isso, definitivamente não faça isso, não faça isso: agredir quem amamos - ou julgamos amar -, só porque nos achamos no direito de fazer isso... mas acho que isso vale pra mim, que sou como o Saara: seca, seca, seca... Eu errei - e continuo errando, isso é o pior - tanto com as pessoas que amei e que amo e o pior que descobri foi o sentimento de impotência em relação ao tempo, que não voltará e em relação ao outro, o outro que tem vontades próprias e sentimentos próprios e impenetráveis e opiniões incontestáveis que cada vez lhe afastam mais e afastam mais até desaparecer. Morrer é fácil. Viver é difícil. Superar é difícil. Acabar com a esperança e com os sonhos alheios é fácil pra mim - tenho doutorado nisso - o difícil é amar verdadeiramente. Amar e deixar livre, amar e não acorrentar-se, não acorrentá-lo. E quantos dias perdidos, quantas lágrimas, quantas desilusões, quantas decepções, quantas feridas e quantos tapas na minha cara depois de milhares meus? Oh, vão guerra travada entre nós, iniciada e alimentada por mim e evitada por você. Por que fazeis parte dos meus pensamentos? Por que tornou-se uma obsessão constante e impregnante? Por que meu contentamento é temporal e a tristeza é atemporal? Por que e por que? Quando terei as respostas? Nos momentos mais especiais e mais necessários em minha vida, você nunce esteve? Talvez porque estava em outros momentos que julgou serem importantes ou porque só agora de fato, posso discernir os mais importantes e neles estavas ausente... o que passou passou, mas o que passa agora o que acontece agora...? Um dia eu sei que há de passar e lá na frente eu falarei novamente isso: nos momentos mais importantes você não estava.... e como repara isso? Como ganhar o tempo perdido? Primeiro: quer-se ganhar esse tempo perdido? Eu quero. Quer dizer, uma parte de mim quer, deseja isso, mas como vencer a armadura cinza e impenetrável que estais a vestir? Nem ao cochilar ousa tirá-la, para pelo menos diminuir as dores que o peso de carregá-la estão lhe causando, pois alegas que se não suportar tal cousa agora, mais tarde será facilmente destroçado por um peso menor do que esse.... por outro lado, minha campanha iniciou-se e, agarro-me à ela pois não vejo outra saída melhor do que não esta.
quarta-feira, 26 de junho de 2013
Pedaço de mim
Pra iniciar esse blog, escolhi a música do nosso querido Chico "Pedaço de mim", que a pouco foi à mim apresentada.
Pedaço de mim
(Chico Buarque)
Oh, pedaço de mim,
Oh, metade afastada de mim,
Leva o teu olhar
Que a saudade é o maior tormento
É pior do que esquecimento
É pior do que se entrevar
Oh, pedaço de mim
Oh, metade exilada de mim
Leva os teus sinais
Que a saudade dói como um barco
Que aos poucos descreve um arco
E evita atacar no cais
Oh, pedaço de mim
Oh, metade arrancada de mim
Leva o vulto teu
Que a saudade é o revés de um parto
A saudade é arrumar o quarto
Do filho que já morreu
Oh, pedaço de mim
Oh, metade amputada de mim,
Leva o que há de ti
Que a saudade dói latejada
É assim como uma fisgada
No membro que já perdi
Oh, pedaço de mim
Oh, metade adorada de mim
Lava os olhos meus
Que a saudade é o pior castigo
E eu não quero levar comigo
A mortalha do amor
Adeus
Pedaço de mim
(Chico Buarque)
Oh, pedaço de mim,
Oh, metade afastada de mim,
Leva o teu olhar
Que a saudade é o maior tormento
É pior do que esquecimento
É pior do que se entrevar
Oh, pedaço de mim
Oh, metade exilada de mim
Leva os teus sinais
Que a saudade dói como um barco
Que aos poucos descreve um arco
E evita atacar no cais
Oh, pedaço de mim
Oh, metade arrancada de mim
Leva o vulto teu
Que a saudade é o revés de um parto
A saudade é arrumar o quarto
Do filho que já morreu
Oh, pedaço de mim
Oh, metade amputada de mim,
Leva o que há de ti
Que a saudade dói latejada
É assim como uma fisgada
No membro que já perdi
Oh, pedaço de mim
Oh, metade adorada de mim
Lava os olhos meus
Que a saudade é o pior castigo
E eu não quero levar comigo
A mortalha do amor
Adeus
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